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Branding lovers #6 – Branding inventando moda

12/10/2022

“Ninguém quer mais o que não é verdade. Criar valor não é inventar, mas saber contar, reforçar e ganhar o coração das pessoas no que você de fato é bom.  Na era do share of attention, você só ganha destaque na hierarquia de pensamento de alguém contando a sua verdade. O brand manager tem que pensar todo dia como criar consumidores fanáticos pela marca. Mas com mentira e over promessing isso não se sustenta.”

Mariana Tozzini – brand manager @Beleza na Web

Que mudanças você tem percebido no Branding ao longo dos anos?

Especialmente na indústria da moda, vejo que antes as pessoas consumiam por aspiração e agora consomem por identificação. Eu não quero mais ser a Gisele Bündchen da campanha, mas compro algo porque me identifico com os atributos daquela marca e negócio. Eu vejo isso se desdobrando em outras indústrias.

Um exemplo atual: eu amo a Adênia e a Aff The Hype e talvez eles nem tenham uma vertical de branding com tudo super estruturado. Mas eles são tão coerentes nos assuntos que eles entram nas redes sociais, tom de voz, cores e assets, que criaram consumidores fanáticos, que muitas vezes nem compraram os produtos deles ainda (a desagenda), mas são pessoas que geram valor financeiro via compartilhamento e mídia espontânea. São consumidores que gostam não porque se inspiram na Adênia, mas porque se identificam com os assuntos daquele meme.

Que habilidades um brand manager precisa ter?

1) Cruzar dados com percepções pra embasar suas estratégias. 2) Organizar pra que a marca tenha coerência e consistência no dia a dia das outras pessoas da empresa. Provocar pra que o negócio SEJA antes de a marca dizer que QUER PARECER algo.

Sempre falo pros meus times: “Vamos ser e não parecer”. Ninguém quer mais o que não é verdade. Criar valor não é inventar, mas saber contar, reforçar e ganhar o coração das pessoas no que você de fato é bom.  Na era do share of attention, você só ganha destaque na hierarquia de pensamento de alguém contando a sua verdade. O brand manager tem que pensar todo dia como criar consumidores fanáticos pela marca. Mas com mentira e over promessing isso não se sustenta.

Como você tem visto que branding traz resultado?
Trabalhando na Endeavor, eu via no dia a dia empreeendedores que não davam bola pra marca passando a valorizar esse assunto quando iam pra uma rodada de investimento. Existe um valor de marca pra fazer captação e eu acho que isso alavancou o valor de Branding nesse ecossistema: startups captando investimento e tendo que provar que eram muito mais do que 5 pessoas dentro de uma sala, construindo uma marca com valor, impacto e alto potencial. Hoje, o mercado financeiro entende e valoriza o engajamento de consumidores com uma marca, e isso é analisado no momento de abrir capital na bolsa de valores. Se a marca é forte, você acrescenta linhas de receita, seja comprando outras marcas menores, seja lançando novos produtos por exemplo.

Uma mensagem na garrafa para os próximos brand managers:
Ser e não parecer. As marcas precisam trabalhar suas vulnerabilidades e sua verdade. Não vai tentar ser o hot dog de R$30,00 mentindo sobre a origem do seu molho.


Conteúdos inspiradores recomendados pela nossa comunidade

  • Esse vídeo do Porta dos Fundos, que é o exemplo do que não fazer em branding, se você não pegou a referência da Mari Tozzini.
  • Esse texto do André Martins sobre como ele estruturou e integrou times de branding e performance na Amaro e Petlov.
  • Esse artigo que compartilha no blog da Endeavor nossa visão sobre o impacto de branding em growth
  • Esse artigo sobre os paralelos entre as pesquisas eleitorais e pesquisa com consumidores
  • Esse evento que vai acontecer dia 27 de outubro sobre a importância do marketing de reputação no B2B. 

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